O que é o Ano Santo?

O costume de celebrar um ano santo tem origem no Antigo Testamento. No cristianismo, o costume foi instituído pelo Papa Bonifácio VIII, no século XIV. O Ano Santo é um período especial de reconciliação com Deus e que a Igreja propõe a seus fiéis.

A palavra “jubileu” tem origem no hebraico “yovel” (ou “yobel”). O vocábulo nomeava o carneiro do qual era retirado o chifre usado como instrumento musical para anúncio do ano festivo. Outra explicação é que a palavra “yovel” significa o verbo “devolver”. Isso se explica porque, no Ano Santo, os escravos voltavam à condição de homens livres, as dívidas eram perdoadas e os terrenos eram devolvidos aos proprietários originais. Em latim, a palavra se tornou “iubilaeus”, chegando, assim, ao português (Jubileu).

Na Igreja Católica, o primeiro jubileu na Igreja foi realizado no ano de 1300, convocado pelo Papa Bonifácio VIII. Seguindo o costume judaico, os cristãos também eram convidados a perdoarem as dívidas tanto espirituais quanto materiais. O intervalo entre os jubileus ordinários era de cem anos. Pouco tempo depois, o Papa Clemente VI (que governou entre 1352 e 1362) determinou que o período passasse para 50 anos. Já em 1475, o Papa Paulo II fez com que o jubileu ordinário fosse de 25 em 25 anos, para que cada geração tivesse a oportunidade de participar do momento.

Os jubileus podem ser ordinários ou extraordinários. Desde o século XV, o jubileu ordinário é celebrado a cada 25 anos. O jubileu extraordinário, por sua vez, é convocado pelo Papa em momentos especiais. Na História da Igreja, já houve 24 jubileus ordinários e 4 extraordinários. O Jubileu da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, foi o quinto dos extraordinários. O último Ano Santo Extraordinário foi convocado por João Paulo II em 1983, para celebrar os 1950 anos da morte e ressurreição de Jesus. O último Ano Santo Ordinário foi o do ano 2000.

Abertura da Porta Santa

Não é necessário que um Ano Santo dure exatamente os 365 dias, como no ano civil. O Jubileu começa com o rito de abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Normalmente a porta fica atrás de uma parede que precisa ser derrubada previamente para ela ser aberta. Quando o Ano Santo termina, a porta volta a ser encoberta. Atravessar a Porta Santa é um dos principais gestos dos peregrinos. Representa muito mais que o simples cruzar uma passagem. Quem decide atravessar a Porta Santa quer demonstrar que decidiu recomeçar uma nova vida de fé. Esta porta só se abre durante um Ano Santo. A abertura da porta significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. O Papa deve tocar a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Aperite mihi leva justitiae, ingressus in eas confitebor Domino”- “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”.

Quando se abrem, entoa-se o Te Deum e o Santo Padre atravessará esta porta junto com os seus acompanhantes.

Ano Santo de 2025

O Papa Francisco nos convida a vivenciar o Ano Santo de 2025 que terá como lema “Peregrinos da esperança”. “Devemos manter acesa a chama da esperança que nos foi dada e fazer todo o possível para que cada um recupere a força e a certeza de olhar para o futuro com espírito aberto, coração confiante e mente clarividente. O próximo Jubileu poderá favorecer imenso a recomposição dum clima de esperança e confiança, como sinal dum renovado renascimento do qual todos sentimos a urgência. Por isso escolhi o lema Peregrinos de esperança. Entretanto tudo isto será possível se formos capazes de recuperar o sentido de fraternidade universal, se não fecharmos os olhos diante do drama da pobreza crescente que impede milhões de homens, mulheres, jovens e crianças de viverem de maneira digna de seres humanos. Penso de modo especial nos inúmeros refugiados forçados a abandonar as suas terras. Que as vozes dos pobres sejam escutadas neste tempo de preparação para o Jubileu que, segundo o mandamento bíblico, restitui a cada um o acesso aos frutos da terra: «O que a terra produzir durante o seu descanso, servir-vos-á de alimento, a ti, ao teu escravo, à tua serva, ao teu jornaleiro e ao inquilino que vive contigo. Também o teu gado, assim como os animais selvagens da tua terra, poderão alimentar-se com todos esses frutos» (Lv 25, 6-7).

Por conseguinte, que a dimensão espiritual do Jubileu, que convida à conversão, se combine com estes aspetos fundamentais da vida social, de modo a constituir uma unidade coerente. Sentindo-nos todos peregrinos na terra onde o Senhor nos colocou para a cultivar e guardar (cf. Gn 2, 15), não nos desleixemos, ao longo do caminho, de contemplar a beleza da criação e cuidar da nossa casa comum. Almejo que o próximo Ano Jubilar seja celebrado e vivido também com esta intenção. Com efeito, um número cada vez maior de pessoas, incluindo muitos jovens e adolescentes, reconhece que o cuidado da criação é expressão essencial da fé em Deus e da obediência à sua vontade.”[1]

Confira todas as informações do Ano Santo de 2025 no site: https://www.iubilaeum2025.va/pt.html

No Aplicativo do Ano Santo você pode conferir às novidades e inscrever-se para participar dos eventos do Jubileu, no Vaticano. Disponível na  App Store (Apple) e na  Google Play Store (Android)

 

[1] Carta do Papa Francisco ao arcebispo Rino Fisichella pelo jubileu 2025, 11 de fevereiro de 2022.

 

Fonte: VaticanNews

Foto de destaque : VaticanMedia

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