Reflexões sobre 1º de maio: dia do trabalhador

O TRABALHO EM QUESTÃO

O Comitê Trabalho da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora, da CNBB, disponibiliza este subsídio contendo uma breve memória sobre o Primeiro de Maio, alguns desafios atuais do mundo do trabalho e inspirações cristãs para ações em prol de condições dignas de vida dos trabalhadores e trabalhadoras, com o objetivo de colaborar com as entidades e organizações que pretendem celebrar frutuosamente o Primeiro de Maio

Os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil estão confrontados a situações desafiadoras. A flexibilização das leis trabalhistas e o alto investimento em tecnologia, implementados nos últimos anos, sob o argumento de modernização, prometia crescimento econômico, geração de empregos, melhores condições de trabalho, aumento de renda, redução da carga horária de trabalho, mais tempo para descanso e convivência social, enfim, condições mais saudáveis de vida.

No entanto, comprova-se o contrário. A chamada modernização tem beneficiado somente os detentores do grande
capital, em detrimento dos trabalhadores e trabalhadoras. Essa modernização é uma falácia: em lugar de contrapor-se à grave crise que perdura, está agravando-a, pois exclui grande parte da classe trabalhadora do próprio direito ao trabalho, confirmando o que o Papa Francisco afirma na Encíclica Fratelli Tutti, nº 162: “a grande questão é o trabalho”.

Estaria o trabalho deixando de existir por estar corporificando-se em tecnologias avançadas? Isso é fato, associado
também à sofisticação da exploração, a exemplo do trabalho multi-terceirizado, pelo qual uma multidão de trabalhadores e empresas interligam serviços presenciais e remotos, por meio de tecnologias comunicacionais avançadas. Enfim, esse tipo de modernização está servindo para enriquecer a poucos e excluir a muitos.

Diante desses desafios, a classe trabalhadora constrói lutas unitárias, inspiradas no Primeiro de Maio. Por isso, as comemorações em torno desse dia, embora diversificadas, entrelaçam essas lutas que objetivam assegurar o direito ao trabalho e à remuneração em condições dignas para todos e todas, construir relações humanas, verdadeiramente justas e fraternas; e defender a vida e nossa “casa comum”, integralmente.

A Mensagem ao Povo Brasileiro, da 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada de 10 a 19 de abril deste ano, é, neste sentido, encorajadora: “Por ocasião da Festa do 1º de Maio, que se aproxima, a Igreja, inspirada em São José Operário, se une solidariamente aos trabalhadores e trabalhadoras nas suas memoráveis lutas por condições dignas de vida e trabalho, bem como com aqueles que continuam enfrentando antigos e novos problemas.”

Leia o subsídio na Íntegra: 

 

 

por Comitê Trabalho da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora, da CNBB
Contato: Dom Reginaldo Andrietta / [email protected]

 

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