A Missa vai mudar com o novo Missal Romano?

O novo Missal passou a ser obrigatório a partir do início do Advento. Mas você sabe o que isso significa exatamente? Entenda no texto a seguir.

O novo Missal Romano passa a ser obrigatório em todas as celebrações eucarísticas a partir do início do Advento, dia três de dezembro. O texto, que levou 19 anos para ser traduzido no Brasil, foi promulgado no pontificado de João Paulo II em 2002.

O Missal, que começa a ser adotado agora, já é usado nas igrejas do mundo inteiro. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o processo de tradução levou tantos anos devido a uma tentativa de se buscar a maior fidelidade ao texto em latim. E é essa a grande mudança que os fiéis vão perceber nas Missas, o texto de algumas partes fixas vão sofrer pequenas alterações para ser mais fiel ao original.

Mas, afinal, na prática, quais são as novidades?

Entre as mudanças inseridas no novo Missal, nós destacamos as seguintes:

– A memória dos santos

O novo Missal incluiu no Calendário Litúrgico as celebrações em memória de novos santos brasileiros, como Santa Dulce dos Pobres e Santo Antônio de Santana Galvão, e da Igreja universal, como São Cristóvão Magalhães e São Charbel Makhluf;

– A fórmula do Ato Penitencial

O Confesso a Deus agora será rezado assim: “por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa”. Essa tradução segue com maior fidelidade o texto original em latim;

– A Liturgia Eucarística

Foram acrescentados 12 prefácios (Depois da Ascensão do Senhor; Domingos do Tempo Comum X; Matrimônio; Bem-Aventurada Virgem Maria III, IV e V; Mártires II; Santos Pastores II; Doutores da Igreja I e II; Comum VII, VIII e IX);

– As Orações Eucarísticas

O texto também foi revisado minuciosamente. Uma das alterações realizadas foi inclusão do nome de São José naquelas determinadas pelo Papa Francisco (II, III e IV);

– Alterações feitas pelo Papa Francisco

As disposições realizadas pelo Papa Francisco também foram incorporadas. Além de incluir São José nas Orações Eucarísticas, o Santo Padre modificou a rubrica do rito do lava-pés na Quinta-feira da Ceia do Senhor, passando-a de “os homens escolhidos” para “as pessoas escolhidas”.

No Calendário Litúrgico Universal, foi incluído também as mudanças realizadas pelo Papa Francisco que instituiu a festividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, na segunda-feira depois de Pentecostes, e a dos Santos Marta, Maria e Lázaro, em substituição à memória de Santa Marta.

O Pontífice também elevou a memória de Santa Maria Madalena ao grau de festa, conferindo-lhe um prefácio próprio: “Apóstola dos Apóstolos”; e determinou que fossem incluídas as memórias da Bem-Aventurada Virgem Maria de Loreto, de São Gregório de Narek, São João de Ávila e Santa Hildegarda de Bingen, doutores da Igreja, dos Papas São João XXIII, São Paulo VI e São João Paulo II, e de Santa Faustina Kowalska.

Além dessas, o Missal contém outras alterações que vamos conhecer ao longo do Calendário Litúrgico, como a Missa da Vigília da Epifania do Senhor e a forma prolongada na solenidade de Pentecostes.

Na Diocese de Sete Lagoas

Na Diocese de Sete Lagoas todas as paróquias já estão de posse do novo missal, pois seu uso passou a ser obrigatório desde o último dia 03 de dezembro, 1º Domingo do Advento. A encomenda foi realizada pela Cúria Diocesana que concluiu a distribuição.

A Comissão Diocesana para a Liturgia já promoveu uma formação on-line específica para os padres diocesanos, no dia 24 de novembro, assessorado pelo Padre Geraldo Buziani da Arquidiocese de Mariana. A partir de agora, cada sacerdote fará o repasse das informações em suas comunidades.

 

Sobre o Missal Romano

O processo de tradução levou 19 anos de trabalho. A jornada começou após a promulgação, em 2002, pelo Papa João Paulo II, da nova edição típica. Desde então, foram anos de intenso trabalho de tradução, revisão e aprovação do conteúdo do Missal, coordenados pela Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel).

A terceira edição típica do Missal Romano foi aprovada pelos bispos na 59ª Assembleia Geral da CNBB e encaminhada ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos em dezembro de 2022. A confirmação da Santa Sé foi publicada no dia 17 de março deste ano.

 



Fonte: Portal A12 - 
Foto de capa: Gustavo Cabral / a12
por Ascom Diocesana 

 

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